quinta-feira, 17 de janeiro de 2008



É isso mesmo;;; começamos a semana com essa publicação [clique no jornal acima e o amplie( Ctrl+ rodinha do mouse) para lê-lo melhor]. Descobrimos ser caçados por assalto em quase toda Bolivia.
Foi ai que LU, achando que o carro tinha demasiada visibilidade, teve a idéia brilhante de disfarça-lo. Compramos tinta e ficamos por mais de 5 horas fazendo o trabalho. Veja o resultado ao lado.
Mas, afinal de contas, tudo corria bem... não que eu gostasse das cores, mas dava pra disfarçar legal, ninguém suspeitaria que era o batmóvel. Foi ai que aconteceu um problema.

Estávamos dirigindo por ai( sempre fazemos isso, naum ha muitas coisas pra se fazer na Bolivia quando se ´pe suspeito de assassinato, roubo e perseguido por índios) quando entramos em um engarrafamento. Até ai tudo normal. Algumas pessoas olhavam pro nosso carro, mas pra todo lugar que íamos o povo olhava... Era um carro de quase quatro metros rosa, nada mais normal q gerar espanto.
Foi ai que uns homens fortes começaram a dar tchauzinho. LU deu um sorrizo de volta, mas eles chamaram ela de mocreia. Uma mulher de 1 metro e oitenta, nariguda, com sainha desceu, caminhou até no meio do engarrafamento, paçou a mão nos meus braços e deixou um telefone, eu lógico gostei( veja foto) e achei normal( por onde eu passo as mulheres ficam loucas). Dois homens sem camisa abriram a porta do carro ao lado e nos convidaram para tomar uma cerveja, mas rejeitamos... Até ai tudo meio normal, o povo Boliviano é muito lindo e simpático( veja foto), achávamos que eles soh estavam sendo receptíveis.
De repente o transito começou a fluir melhor. Cada vez que avançávamos mais gente mexia conosco e dava tchau. Começamos entaum ver homens de sunga e umas mulheres peludas. O povo começou a ficar cada vez mais estranho e um homem chegou a pular pela janela do batmovel mas Homero conseguiu chuta-lo para fora. Fechamos os vidros correndo. As pessoas começaram a bater neles, gritando em nossa direção e dando tchauzinho... Marcus fora tirado da moto( que seguia ao lado do carro) e suas roupas começaram a ser levadas... Quando ele voltara a moto soh estava de sunga( eu achei q a sunga dele parecia um bikine, mas ele jura que era uma cueca fio dental, “ a nova moda em Paris”). Foi ai q, do nada, apareceu o Miguel Falabela, sem camisa e pulando no meio do povo...
Percebemos entaum de imediato: tínhamos entrado no meio de uma parada Gay Bolivariana...

Mas, uma coisa me deixa feliz... Três dias depois, no blog do Juca Kfuri, deu a noticia abaixo... parece q estamos oficialmente livres da acusação de roubo. Só falta agora recuperarmos algumas de nossas roupas perdidas na passeata( a imagem tah com um pequeno erro de formatação, click para ampliar e ler melhor).





quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

_ Quanto que custa o fusquia?- foi mais ou menos isso q o Marcus disse numa revendedora de carros, ao perguntar sobre o preço de um automóvel popular boliviano. Só para deixar vcs, caros leitores, por dentro do assunto: nos viajantes destemidos( Homero, LU, Marcus e eu) percebemos que ir quatro pessoas numa mesma moto não é politicamente e nem anatomicamente correto. Por isso, estávamos sondando o preço de um carro novo.
_ Vinte e Tries mil pessos.
_ Que isso???- bravejou Marcus- Vinte e três mil??? Muito caro. Ceh eh loco???- uma veia apareceu misteriosamente no pescoço do meu primo enquanto ele falava isso- O Fusquia não tem ar-condicionado, só tem duas portas, vem sem sinto de segurança, não tem trava elétrica e o banco do motorista é opicional!!!- nesse momento a veia jah quase pulava pro lado de fora, parecia que um novo pescoço estava sendo formado; nunca havia o visto tão bravo assim- Nem vem instalado motor de fabrica! E vinte e três mil por um monte de lata!!!
_ Marcus, diga só que não queremos levar e vamos embora.- aconselhei meu primo.
_ Pero senhore. Es um bom prieço!- respondeu o atendente, acho que se ele tivesse ficado calado seria melhor para todos.
_ Um bom preço!!! Um bom preço!!! Sabe o quanto eu tenho q trabalhar para conseguir vinte e três mil??? – de repente houve um silêncio, acho que nem o Marcos saberia responder essa pergunta – Sabe??? Eu me matando de trabalhar e vc aqui disposto a pegar toda a grana! E por um carro que nem conforto tem!- a veia batia e corria pra um lado pro outro do pescoço- Isso é um absurdo! Seu filho da.
Nesse instante todos que estavam na concessionária jah olhavam para nos. Marcus berrando com o vendedor, eu olhava para outro lado fingindo que aquilo não era comigo, Lu olhava para o bumbum de Marcus e Homero Dias era o único que tb estava nervoso alem do Marcus... pelo menos eu acho: ele mijava no pé da mesa do vendedor enquanto gritava: “ Essa mesa é minha!!! Essa mesa é minha!!! Vc me roubou ela...”
_ Um bom preço!!! – nesse momento Marcus começou a babar, algumas pessoas jah nos rodiavam... umas gritavam “ puerradia”, outras pediam paz, um grupo harry crhistmans entrara na confusão com seus tamborzinhos pedindo para a gente comprar bombons e um mórmon tentava me converter.- vinte e três mil??? Um bom preço... O senhor não tem vergonha nessa coisa que vcs chamam de fussa? Vinte três mil!!!
_ Caumia senhiore!!! Jo soi apenas uno vendedior!
_ Nem se vc fosse minha mãe eu lhe perdoava!!!
_ Ton-toon ton-toon to-toon ton-toon to-toon ton-toon to-toon ton-toon - a veia do Marcus tomara vida e gritava no meio da multidão.
_ Vc eh um safado!!!Vinte três mil??? Vinte três mil!!!!Ceh quer furar meu olho!! - i foi ai que o Marcus falou a única coisa que jamais se deve falar dentro de uma loja- Vinte três mil!!! Isso é um assalto!!!

Antes que Marcus pudesse perceber a besteira que fez, todos se jogaram no chão, uns com as mãos na cabeça, outros gritando apavorados. Soh ficou nos três em pé: eu, LU e Marcus ( Homero tb pulara no chão e começara a gritar: “ A mesa não!!! Leve tudo mas a mesa não...” ).


_ Calma gente, vcs não estão entendendo. – mas antes que Marcus pudesse explicar, algumas pessoas começaram a jogar dinheiro e jóias em nossa direção- “ Isso é um assalto” é soh uma expressão usada no Brasil e...

Mas LU tampara a boca de Marcus, antes que todos pudessem entender que se tratara de um mal entendido.

_ Vc, levanta! –gritou ela pro vendedor- pega as chaves do carro mais rápido que tem!- olhou para mim de um jeito que eu nunca tinha visto- Lucas, colhe os objetos. Marcus, esvazia o caixa...

Comecei a catar relógios, dinheiro e brincos jogados no chão. No começo senti vergonha de estar roubando, mas depois eu até me empolguei. Pra dizer a verdade, até cortei um rabo de cavalo de um harry crhistmans para leva-lo de recordação. Marcus começou a esvaziar o caixa e pegara todos os chaveiros de brinde da conscessionária... De repente, ouvimos um estalo.

Paramos os três e olhamos para a porta. O vigia da concessionária apontava uma arma em nossa direção. Como tínhamos esquecido dele? Era só o que me perguntava, mas jah era tarde de mais. Ele empunha a arma em nossa direção e gritava para não nos movermos.

_ Sabe, isso é só uma confusão. – falou LU divagar- “ Isso é um assalto” é soh uma expressão...

_ Ahh... Vcs se fudieram...- interrompeu o vendedor- Lo guardia ira lhe matiar!Yo voi comer suas viceras no infierno- todos olharam para ele com cara de nojo- Es soy unoi modio de dizer...- se desculpou meio sem graça.

Comecei a orar, LU segurou uma cadeira em sua frente fazendo um escudo cadeiristico e Marcus deitou no meio das pessoas que haviam sido assaltadas,,, acho q ele estava tentando enturmar pra pensarem que ele naum era ladrão.

O vigia começou a andar lateralmente, sempre apontando a arma em nossa direção. Não sabíamos o que fazer, e acho que nem ele. Ele continuou andando, suando e tremendo levemente. De repente ele parou perto de uma porta giratória... houve um intervalo, ninguém fazia nada a não ser o vendedor que gritava “ Matios!!! Matios!!! Matios!!! Dustrua las viceras desses puercos”. Todos esperávamos o veredicto final quando ele puxaria o gatilho e nos mandaria para debaixo de sete palmos. Ainda me lembro da ultima frase do vigia.

_ Haaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhh- gritou enquanto corria pela porta giratória, fugindo para a rua.

Ficamos parado por algum tempo, era difícil acreditar que um vigia armado tinha fugido de medo de um grupo de 3 pessoas desarmadas. Assim q a adrenalina abaixou e percebemos que estávamos livres, olhamos fixamente pro vendendor... um ar de morte entupiu nossas narinas...

_ “ Matios” es soh uma formia de dizer... yo estavia brincandio.

Mas não havia tempo de espancar alguém até a morte. Tínhamos que ser rapidos, antes que o guarda percebesse a besteira que fez e voltasse para nos aniquilar...

_ A chave do carro mais rápido!- gritou LU. O vendedor jogou uma chave para ela. LU e Marcus saíram correndo pela porta lateral, que dava para o pátio dos carros, eu gritei para Homero vir tb. Ele, então, se levantou e começou a puxar a mesa, como estava demorando, voltei para ajuda-lo.

Enquanto a carregávamos, vimos LU voltar possessa para dentro da loja.

_ UM cart????- gritou pro vendedor- Vc me deu a chave de um cart!!! Tah me zoando, mane!

_ Pero, usted pedio la chave del carrio mas rápido.

_ Então me arruma do segundo mais rápido e que caiba quatro pessoas.

Ele jogou outra chave, negra e palhafatosa. LU saiu correndo de novo pela lateral, olhando de qual carro era a chave.


_ Do batmóvel???- gritou ela - Ele me deu a chave do batmóvel!!! Vou voltar lá e arrebentar a cara daquele mane!


_ Não LU, pensa bem...- gritei- eh um sonho de infância que se realiza... Por favor! Vamos levar o batmóvel... pense bem, é a chance de andar no carro que o batman atropelou o Coringa na revista “ Batman- o Cavalheiro Dark das Trevas Sombrias e Escuras- 362” ...


_ Mas é soh uma réplica...- ponderou ela- e é cafona!

Mas eu estava fazendo meus olhos de “ por favor” irresistíveis( veja ao lado... custei muito para desenvolver essa técnica)...

Enfiamos a mesa de Homero no porta malas e saímos pela rua em alta velocidade( Marcus na moto, eu no batmóvel com LU e Homero)... não importa se aquele carro era roubado, e que estavamos ferrado para disfarçar ele... naquele instante eu naum pensava naquilo... Só pensava em uma coisa: naquele instante, mesmo que fosse por um breve momento, eu era os cavaleiros das trevas...



PS: isso é soh pra quem leu o marketing do orkut--> 35 paus; vinte na vertical, 14 na horizontal e um de mastro.